Grupo Iguá registra receita líquida ajustada de R$ 823,7 milhões no 1T26 | Iguá SA
Notícias
Grupo Iguá registra receita líquida ajustada de R$ 823,7 milhões no 1T26
14 de maio de 2026
São Paulo, maio de 2026 – A Iguá Saneamento encerrou o primeiro trimestre de 2026 com avanço em seus principais indicadores financeiros e operacionais. A receita líquida ajustada da companhia atingiu R$ 823,7 milhões no período, crescimento de 47,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, refletindo principalmente a operação em Sergipe, iniciada em maio de 2025, e a evolução operacional da Iguá Rio.
O EBITDA ajustado somou R$ 374,1 milhões no trimestre, alta de 48,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com margem EBITDA ajustada de 45,4%, acima dos 45,1% registrados no 1T25. O desempenho reflete a expansão da base ativa de clientes, os ganhos de eficiência operacional e a evolução das iniciativas comerciais e de redução de perdas.
No trimestre, o Índice de Perdas no Faturamento (IPF) recuou 2,1 pontos percentuais (p.p.) em relação ao 1T25 e 0,5 p.p. frente ao último trimestre de 2025. O desempenho reflete o avanço dos investimentos em setorização, controle operacional, modernização da infraestrutura e intensificação das ações de fiscalização e combate a irregularidades.
Já o volume total faturado alcançou 108,1 milhões de m³, crescimento de 54,6% em relação ao 1T25. O número total de economias de água e esgoto atingiu 2,4 milhões, avanço de 75,4% na comparação anual, impulsionado principalmente pela operação de Sergipe, iniciada no 2T25.
A inadimplência consolidada apresentou evolução significativa, atingindo -1,0% no período, frente aos 3,3% registrados no 1T25. O resultado é consequência da intensificação das ações de recuperação de crédito, renegociação de débitos e regularização de clientes ao longo dos últimos trimestres.
Os investimentos totalizaram R$ 185,1 milhões no 1T26, direcionados principalmente para obras estruturantes de abastecimento de água, ampliação de sistemas de esgoto, redução de perdas e modernização operacional.
Iguá Rio: avanço operacional e evolução da eficiência
A Iguá Rio registrou receita líquida ajustada de R$ 392,2 milhões no 1T26, crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, sustentada pela ampliação da base de clientes, evolução das ações comerciais e impacto positivo do reajuste tarifário vigente desde dezembro de 2025.
O EBITDA ajustado atingiu R$ 230,9 milhões no trimestre, crescimento de 14,4% em relação ao 1T25, com margem EBITDA ajustada de 58,9%, avanço de 6,6 pontos percentuais na comparação anual.
O Índice de Perdas no Faturamento da Iguá Rio apresentou redução de 0,8 ponto percentual em relação ao 1T25, resultado da efetividade das ações de controle de vazões e setorização de redes, combinadas com iniciativas de fiscalização e regularização de clientes.
No período, a concessionária deu continuidade às intervenções no Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, além do avanço do reservatório de Jacarepaguá e das obras do Sistema de Esgotamento Sanitário Integrado da Região Serrana.
O trimestre marcou os primeiros efeitos operacionais da modernização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Barra, reinaugurada ao final de 2025 após retrofit completo que ampliou em 50% sua capacidade operacional.
Iguá Sergipe: expansão operacional e avanço do ramp-up
Em Sergipe, a Iguá encerrou o primeiro trimestre de 2026 com receita líquida ajustada de R$ 235,7 milhões, crescimento de 0,8% em relação ao trimestre anterior.
O EBITDA ajustado totalizou R$ 64,5 milhões, com margem de 27,3%, refletindo o estágio de maturação da operação e os investimentos realizados para ampliação dos sistemas e fortalecimento da estrutura operacional.
O volume faturado atingiu 37,3 milhões de m³, crescimento de 1,6% em relação ao 4T25, enquanto a base de economias alcançou 994,9 mil unidades, avanço de 1,6% frente ao trimestre anterior.
Os investimentos totalizaram R$ 96,6 milhões no trimestre, alta de 50,2% em relação ao trimestre anterior, direcionados principalmente à implantação de adutoras, ampliação de reservatórios, setorização de sistemas, regularização de ligações e expansão das redes de água e esgoto.
Entre os destaques operacionais do período estão os avanços das obras emergenciais em municípios como Poço Redondo, Porto da Folha, Itabaiana, Moita Bonita e Riachão do Dantas, além das ações do Plano Verão, voltadas à ampliação da segurança hídrica em dez regiões do estado. As intervenções também incluem instalação e ampliação de mais de 10 reservatórios em municípios ribeirinhos e do Alto Sertão sergipano.
O trimestre também foi marcado pela continuidade da implantação da infraestrutura operacional da concessão, incluindo reformas de estações de tratamento, melhorias em elevatórias, ampliação do projeto de macromedição e avanço das lojas de atendimento.
Infraestrutura, inovação e impacto socioambiental
No primeiro trimestre de 2026, a companhia também avançou em iniciativas de capacitação profissional e educação ambiental. Entre os destaques está o lançamento do projeto “Elas no Saneamento”, em Sergipe, voltado à formação de mulheres para atuação no setor.
Em Cuiabá, a Águas Cuiabá manteve os avanços em expansão da infraestrutura e ações de regularização da conexão de imóveis à rede de esgoto, por meio do programa Interligue Já.
A Iguá também promoveu, em março, a campanha “Cada gota tem um destino”, em celebração ao Dia Mundial da Água, com ações de conscientização sobre perdas de água e uso responsável dos recursos hídricos.
Estrutura de capital e alavancagem
A dívida líquida consolidada encerrou o trimestre em R$ 12,3 bilhões, refletindo o ciclo de maturação das concessões mais recentes, especialmente Rio de Janeiro e Sergipe, além do avanço dos investimentos estruturantes realizados no período.
A alavancagem consolidada, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, encerrou o 1T26 em 9,60 vezes. O indicador reflete principalmente o estágio inicial das operações do Rio de Janeiro e de Sergipe, esta última iniciada em maio de 2025, além da concentração da dívida bruta consolidada nos financiamentos de projeto dessas duas concessões.
Em Sergipe, o indicador também considera o desembolso integral das duas tranches do empréstimo-ponte, no valor de R$ 2,65 bilhões, frente a um EBITDA referente a apenas dez meses de operação.
Excluindo as operações do Rio de Janeiro e de Sergipe, a alavancagem foi de 3,49 vezes, evidenciando a geração de caixa das concessões maduras do portfólio.
A companhia encerrou o trimestre com prazo médio da dívida de 9,5 anos, reforçando a previsibilidade financeira e o alinhamento entre estrutura de capital e cronograma de investimentos das concessões.