Rede de esgoto não é lixeira: descarte incorreto causa entupimentos e riscos ambientais | Iguaçu Saneamento

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Rede de esgoto não é lixeira: descarte incorreto causa entupimentos e riscos ambientais

Rede de esgoto não é lixeira: descarte incorreto causa entupimentos e riscos ambientais

26 de janeiro de 2026

O descarte inadequado de resíduos no vaso sanitário e nos ralos de pias e banheiros segue sendo uma das principais causas de entupimentos, extravasamentos e falhas no sistema de esgotamento sanitário. Atenta a esse cenário, a Iguaçu Saneamento - que atende 28 municípios das regiões oeste e sudoeste do Paraná por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com a Sanepar - reforça a importância da conscientização da população sobre o uso correto da rede de esgoto.
 
De acordo com a supervisora de Qualidade e Meio Ambiente da Iguaçu Saneamento, Thainara Quadros, o descarte de resíduos sólidos e líquidos inadequados pode comprometer seriamente o funcionamento de toda a infraestrutura. “O uso incorreto do vaso sanitário pode afetar desde a rede coletora até as estações elevatórias e as estações de tratamento de esgoto, causando danos aos equipamentos e interrupções no serviço”, explica.

Entre os materiais mais frequentemente encontrados nas redes estão lenços umedecidos, absorventes, fraldas, cotonetes, fio dental, papel toalha, cabelos, restos de alimentos, óleo de cozinha e plásticos. O gerente geral da Sanepar na região Sudoeste, Márcio Luíz de Souza, reforça que esses resíduos geram entupimentos, extravasamentos e aumentam significativamente os custos de operação e manutenção do sistema. “O descarte irregular desses itens que não se degradam adequadamente é corriqueiro e acaba provocando sérios problemas tanto para a empresa quanto para a comunidade”, complementa Márcio.

Transtornos ambientais
Além dos transtornos operacionais, o descarte irregular também traz consequências ambientais. Segundo Thainara, em situações mais graves, podem ocorrer impactos como a contaminação do solo e dos corpos d’água, prejudicando o meio ambiente e a saúde pública. Um dado que ilustra esse risco é o potencial poluidor do óleo de cozinha. “Apenas um litro descartado de forma incorreta pode contaminar até 25 mil litros de água”, pontua a supervisora.

Levantamentos do setor indicam que cerca de 40% dos entupimentos na rede de esgoto estão relacionados ao descarte inadequado de resíduos. Para evitar esse tipo de problema, a orientação é simples e direta. “O vaso sanitário deve ser utilizado apenas para fezes, urina e papel higiênico. Todo o restante precisa ter descarte adequado no lixo ou em pontos de coleta específicos”, detalha Thainara.

No caso do óleo de cozinha, a recomendação é armazená-lo em recipientes apropriados e destiná-lo corretamente, evitando que seja despejado na pia. Já resíduos sólidos, como cabelos e restos de alimentos, podem ser barrados com o uso de peneiras nos ralos, reduzindo o risco de que cheguem à tubulação.

Para a Iguaçu Saneamento e a Sanepar, a colaboração da população é parte fundamental para o bom funcionamento do sistema de esgotamento sanitário. “A participação da comunidade é essencial para preservar a infraestrutura, evitar transtornos e proteger o meio ambiente. Pequenas atitudes no dia a dia fazem toda a diferença”, conclui Thainara.
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